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ADS23 · Sistemas Operacionais

Mão na massa · ~90 min

Primeiro contato com o terminal

Cinco comandos, cinco perguntas ao sistema operacional. Ao fim do dia você não vai ter decorado nada — vai ter reconhecido as duas ideias da abertura acontecendo na sua própria tela.

Como usar este roteiro

Siga os passos na ordem. Para cada um: leia rapidinho o "por que importa", rode o comando no seu terminal, e compare com o que é esperado. Não precisa decorar nada — o objetivo hoje é reconhecer, não memorizar.

Pode ir no seu próprio ritmo. Os tempos ao lado de cada passo são só uma referência — se você terminar tudo antes da hora, vá direto pro desafio bônus.

Antes de começar

  • Terminal aberto e login funcionando (se algo da Semana 0 não funcionou, chame o professor agora, antes de seguir).
  • Tenha um bloco de notas (físico ou digital) por perto — você vai escrever 3 observações no final. Os campos deste roteiro guardam o rascunho no seu navegador.

Dúvida a qualquer momento? Chame o professor — ele está circulando pela sala.

Passo 1 de 5 · ~5 min

whoami

O que é

Pergunta ao sistema operacional: "quem sou eu, do seu ponto de vista?"

Por que importa

Todo processo que você roda carrega uma identidade. É assim que o SO decide o que você pode ou não fazer — isso é o gerenciador de recursos controlando o acesso.

$ whoami
aluno23
O que esperar: o nome vai ser o seu usuário real, não literalmente "aluno23".
Pense: esse nome é o mesmo que você usa pra fazer login?
Se algo der errado

Comando não encontrado? Confira se digitou exatamente whoami, tudo minúsculo, sem espaço.

Nada aparece? Aperte Enter de novo. Se continuar travado, chame o professor.

Passo 2 de 5 · ~10 min

uname -a

O que é

Pergunta ao kernel (o núcleo do SO) informações sobre ele mesmo: nome, versão, arquitetura da CPU.

Por que importa

É o SO se apresentando. Toda vez que você roda um programa, ele está conversando com esse kernel específico — não com o hardware diretamente.

$ uname -a
Linux ifce-lab 6.8.0-so #1 SMP x86_64 GNU/Linux
Desafio rápido:

na sua saída, encontre (1) o nome do kernel e (2) a arquitetura — se aparecer x86_64, é um processador de 64 bits.

Se algo der errado

A saída ficou diferente do exemplo? Tudo bem — cada máquina/distribuição mostra um pouco diferente. O que importa é reconhecer o padrão: nome do SO + versão do kernel + arquitetura.

Passo 3 de 5 · ~5 min

hostname

O que é

Mostra o nome desta máquina na rede.

Por que importa

Esse semestre você vai transitar entre várias "máquinas" — seu notebook, um servidor, um container. hostname é o jeito mais rápido de responder "espera, onde eu estou agora?"

$ hostname
ifce-lab

Passo 4 de 5 · ~15 min

ps aux | head -5

O que é

ps aux lista todos os processos rodando agora. O | head -5 corta e mostra só os 5 primeiros, pra não lotar a tela.

Por que importa

Cada processo é um programa em execução — inclusive o próprio terminal que você está usando agora. Esse comando é a ideia de gerenciador de recursos em ação: o SO organizando uma fila de processos disputando CPU e memória.

$ ps aux | head -5
USER   PID  %CPU  %MEM  COMMAND
root   1    0.0   0.1   /sbin/init
root   842  0.2   0.4   systemd-journald
root   1210 0.1   0.3   sshd
Pense:

qual processo tem PID 1? (dica: geralmente é o init ou systemd — o primeiro processo que o kernel cria quando a máquina liga. Se você assistiu a animação de boot na abertura, é literalmente a última linha daquela sequência virando realidade aqui.)

Se algo der errado

head: command not found? É raro, mas se acontecer, rode só ps aux sem o | head -5 e ignore o resto da lista.

Passo 5 de 5 · ~15 min

ls -la /

O que é

Lista o conteúdo da raiz (/) do sistema de arquivos, com detalhes (-la).

Por que importa

É o mapa de como o Linux organiza tudo. Cada pasta tem um papel — e você vai usar várias delas o semestre inteiro.

$ ls -la /
drwxr-xr-x  bin
drwxr-xr-x  etc
drwxr-xr-x  home
dr-xr-xr-x  proc
drwxr-xr-x  var
Curiosidade:

a pasta /proc não guarda arquivos "de verdade" — é uma janela que o kernel abre pra você espiar processos rodando em tempo real. A gente usa ela a partir do Encontro 2.

Opcional

🎯 Desafio bônus

Terminou tudo e ainda tem tempo? Faça este teste:
1
Rode ps aux | wc -l e anote o número (é a contagem de processos rodando agora).
2
Abra o navegador de internet, deixe uma aba carregando.
3
Rode ps aux | wc -l de novo. O número mudou?

Isso é o gerenciador de recursos ao vivo: cada programa que você abre é mais um processo entrando na fila.

Ideia 1

Máquina estendida

O SO te entrega uma versão mais simples do hardware — você nunca precisou saber como o disco grava bits fisicamente pra rodar ls ou whoami.

Ideia 2

Gerenciador de recursos

O ps aux mostrou o SO organizando a fila de processos disputando CPU e memória — mesmo antes de você abrir qualquer programa.

Entrega

📝 O que entregar

3 observações para o portfólio

Escreva 3 coisas que você notou durante a prática de hoje. Cada observação precisa conectar o que você viu na tela com uma das duas ideias acima (máquina estendida ou gerenciador de recursos) — não vale só descrever o que apareceu.

o que você notou rodando whoami, uname -a ou hostname — e com qual das duas ideias isso se conecta.

0 / 40 caracteres

o que o ps aux | head -5 revelou sobre o que a máquina já estava fazendo antes de você chegar.

0 / 40 caracteres

livre: algo que te surpreendeu no ls -la /, no desafio bônus, ou uma dúvida que sobrou.

0 / 40 caracteres

Exemplo de observação forte × fraca

Observação fraca

Rodei o ps aux e apareceram vários processos.

Observação forte

O ps aux mostrou dezenas de processos rodando mesmo sem eu ter aberto nenhum programa — isso é a ideia de gerenciador de recursos na prática: o SO já estava ocupado organizando tudo antes de eu fazer qualquer coisa.

Não precisa ser longo — 2 a 3 frases por observação já bastam. O que vale é a conexão com o conceito, não o tamanho do texto. Copiar frase do livro não conta como observação.

Antes de encerrar

  • Rodei os 5 comandos (whoami, uname -a, hostname, ps aux | head -5, ls -la /)
  • Escrevi 3 observações, cada uma conectada a um conceito (máquina estendida ou gerenciador de recursos)
  • Nenhuma observação é cópia literal de texto — são palavras minhas
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