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Sistemas Operacionais · ADS23
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Encontro 14 de 17 · Lançamento do projeto final

Automação:
deploy, backup
e monitoramento

Os três scripts que toda equipe de operação tem — e que, juntos, formam o toolkit que vocês vão entregar como projeto final.

ADS23IFCE Campus HorizonteProf. José Stelio Sampaio Bastos Neto
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De onde viemos

Vocês já têm todas as peças. Hoje elas viram um produto.

Encontros 12 e 13

Comandos e scripts

Coringas, busca, redirecionamento, variáveis, condições, laços, funções e código de saída.

Hoje

Automação com propósito

Aplicar tudo isso a três problemas reais de operação — e receber o enunciado do projeto final.

Pergunta pra turma

O servidor caiu.
O backup existe, mas ninguém nunca testou restaurar.
Vocês têm backup?

Backup que nunca foi restaurado é só um arquivo ocupando espaço — e uma falsa sensação de segurança.

Primeiro pilar

Deploy: subir uma nova versão sem quebrar o que funciona

Deploy manual é uma sequência de passos que alguém executa de memória, sob pressão, às vezes de madrugada. Automatizar não é preguiça — é eliminar a chance de pular um passo.

Reparem: cada um desses itens é um if com um código de saída, exatamente o que vocês escreveram no Encontro 13.

Segundo pilar

Backup: as três perguntas que definem se ele presta

Todo mundo sabe que precisa de backup. O que separa um backup real de um teatro de backup são três perguntas simples.

PerguntaO que ela revela
Com que frequência?Quanto trabalho você aceita perder — se é diário, você aceita perder um dia
Onde fica guardado?Backup no mesmo disco do original não protege contra falha de disco
Já foi restaurado?A mais importante — e a que quase ninguém responde

Era essa a resposta do slide 2: se nunca foi restaurado, você não tem backup — tem esperança.

Terceiro pilar

Monitoramento: descobrir antes do usuário reclamar

Vocês já construíram um monitor de disco no Encontro 13. Agora dá pra generalizar: monitorar é medir algo periodicamente, comparar com um limite e agir quando ele for ultrapassado.

Medir — coletar um número do sistema (disco, memória, estado do container)
↓
Comparar — o valor ultrapassou o limite aceitável?
↓
Registrar e alertar — gravar no log e sinalizar quem precisa saber

Todas as métricas que interessam vocês já sabem coletar: free, df, docker ps, docker stats — Unidade IV inteira.

A peça que faltava

Agendamento: o script que roda sem você

Um script de monitoramento que você precisa lembrar de executar não monitora nada. O cron é o serviço do Linux que executa comandos em horários definidos.

Linha no crontabQuando executa
0 3 * * *Todo dia às 3h da manhã
*/15 * * * *A cada 15 minutos
0 2 * * 0Todo domingo às 2h

Os cinco campos são: minuto, hora, dia do mês, mês, dia da semana. Edita-se com crontab -e e lista-se com crontab -l.

Cuidado necessário

Permissões: quem pode executar o quê

Scripts de automação frequentemente precisam de privilégios — e é justamente por isso que merecem cuidado redobrado. Um script mal escrito rodando como root pode destruir um sistema.

Práticas de risco

Rodar tudo como root "porque é mais fácil"; dar permissão 777 a scripts; usar caminhos relativos em tarefas agendadas.

Práticas seguras

Menor privilégio necessário; caminhos absolutos no cron; validar variáveis antes de usá-las em rm; testar em ambiente descartável.

O clássico rm -rf "$DIR"/* com $DIR vazio vira rm -rf /* e apaga tudo o que houver na raiz. Por isso a regra das aspas e da validação, do Encontro 13, não é preciosismo.

Eixo do curso

O toolkit opera sobre container — e é aí que tudo se encontra

Container é o objeto ideal para automatizar: ele nasce, morre e renasce de forma previsível. Todos os conceitos do semestre convergem aqui.

O que o toolkit faz

Constrói, sobe, verifica, salva

docker build, docker run, docker ps, docker stats e volumes — tudo já praticado.

O que vocês já dominam

Processo, memória, E/S e shell

Diagnosticar o que o container consome, onde grava, e por que às vezes morre — Unidades III e IV.

Projeto final

Etapa 2 — "Automação e operação"

A partir de hoje, o trabalho de vocês é construir um toolkit de automação que opere um serviço em container: deploy, backup e monitoramento, com scripts próprios e documentação.

ENTREGA

Toolkit + documentação

Scripts funcionais, um README explicando o uso, e o container que eles operam.

DEFESA

Apresentação ao vivo

Timebox de ~10 minutos por equipe, com demonstração real do toolkit funcionando.

O enunciado completo, com requisitos e critérios, está no documento próprio do projeto — leiam com atenção ainda esta semana.

Como chegar lá

O caminho até a entrega

EncontroO que acontece
14 (hoje)Lançamento, formação das equipes e início do desenvolvimento
15Desenvolvimento em aula, com o professor circulando como mentor
16Finalização e ensaio da apresentação — também é o encontro amortecedor
17Apresentação final — N2 da 2ª etapa

São três encontros de trabalho antes da entrega. Equipes que começarem só no Encontro 16 não terão tempo suficiente.

Prévia da prática

Um backup que roda sozinho toda madrugada

Script com log, compactação, destino separado — e agendado no cron para executar sem ninguém presente.

Cada uma dessas linhas vira um passo do roteiro de laboratório de hoje.

Mão na massa

Construir o embrião do seu toolkit

AUTOMAÇÃO

Backup, restauração e agendamento

Script de backup com log, teste de restauração, e agendamento no cron.

PROJETO

Formar equipe e planejar

Definir o serviço que será operado e dividir as responsabilidades do toolkit.

O que vocês construírem hoje pode ser aproveitado diretamente no projeto final.

Para ler

Leitura da semana

🟢

Laureano — Permissões em arquivos + Administração de Usuários

Referência direta para os scripts do toolkit — o conteúdo do slide 7. p. 62–69 e 81–89

🟢

Enunciado do Projeto Integrador — Etapa 2

Documento próprio, com requisitos, entregáveis e critérios. Leitura obrigatória para todas as equipes.

⚪

Tanenbaum — Arquivos e Diretórios

Aprofundamento sobre a organização do sistema de arquivos. p. 182–197

O quiz da semana verifica essa leitura e recolhe suas observações da prática — tudo no mesmo instrumento.